terça-feira, 12 de outubro de 2010

Johann van den Boom - Parte III

Todos da família foram destinados a fazenda de café com nome Barrinha, no interior paulista, perto de Jaboticabal. O trabalho era quase como escravidão, pois sem pagar a viagem e a comida não poderiam seguir viagem para Santa Catarina.

Moravam em uma cabana de barro e chão batido, possuía uma cozinha com fogão aberto e a lenha. Uma sala e um quarto. No sótão eram acomodadas as crianças. As camas eram feitas de tábuas e colchões de palha de milho.

Assim viveram durante 2 anos e meio, venderam muitos pertences que trouxeram como louças e outros utensílios, para comprar comida.

O filho Willi (do primeiro casamento de Hulda), tinha 19 anos e era mecânico, se mudou para a cidade de Jaboticabal para trabalhar.

Certo dia na fazenda receberam a visita do filho mais velho Gerhard (filho do primeiro casamento do Johann), que já morava no interior de Santa Catarina. Depois da visita, Johann sentiu mais pressa a fim de seguir viagem.
Chegou então a época de seguirem para Santa Catarina, haviam pago as dívidas da viagem. Mas o dinheiro que juntaram não dava para levar todos, então deixaram 2 filhas, uma com 17 e outra com 14 junto com o irmão (Willi) mecânico que trabalhava em Jaboticabal.

Então partiram, o casal e mais quatro filhas rumo a Santa Catarina. Com 2 caixotes, e cada uma das meninas com uma mochila nas costas com o indispensável para a viagem.

Quando chegaram a União da Vitória, divisa com o Paraná, de trem, o dinheiro acabou. Ficaram na estação da Estrada de Ferro durante dias esperando os caixotes. Dormiam nos bancos da estação, e Johann pedia comida nos restaurantes.

Depois de dias de espera, prosseguiram viagem. Ora de trem, caminhão, a pé, caronas de todo o tipo. Até chegarem em Blumenau.

De lá prosseguiram viagem. Quando finalmente chegaram em Salto Grande. Atravessaram o rio de balsa e andaram mais uma hora e meia, e finalmente chegaram a casa do filho.

Levaram 6 semanas viajando.

Continua...

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